• Reno Tavares

Túnel Sensorial na Potycabana

“Parecia que eu estava dentro de um buraco negro, “resume Henrique Portela.

Cada pessoa que vivencia a experiência do Túnel Sensorial, sente um pouco da realidade das pessoas com deficiência visual. Na tarde do dia 11 de outubro, a interversão, que faz parte do Projeto Mulheres de Visão, esteve no Parque Potycabana.

Os participantes conscientizados sobre a importância da acessibilidade, conheceram as dificuldades que pessoas cegas e com baixa visão passam no dia a dia. “Parecia que eu estava dentro de um buraco negro, não conseguia enxergar nada. Eram vários obstáculos que apareciam principalmente do som dos carros. Eu imaginava que era algo explodindo ou um acidente”, comentou o estudante Henrique Portela.


Lucivânia vendada e com fone de ouvido na saída do esperimento

Na correria que as pessoas têm, muitas coisas passam despercebidas, mas no túnel alguns sentidos são estimulados e aguçados. Foi o que aconteceu com a empresária Lucivânia Vidal. “Eu sempre caminho aqui no Parque, mas nunca tinha percebido as plantas daqui e hoje participando dessa experiência pude senti-las. E eu entendi que pessoas que não tem a visão sentem o que está ao seu redor”, afirmou a empresária.


Ser vendado e passar por obstáculos trás à mente como é necessário a necessidade de melhorar a acessibilidade de espaços públicos. Ismael Silva, advogado, afirmou que “nos colocamos no lugar do outro e percebemos o quanto de dificuldades elas enfrentam e que as vezes nós visualizamos como se fosse algo comum”. explica Ismael.

No experimento, as pessoas são vendadas por alguns minutos e os obstáculos são só naqueles instantes. Deficientes visuais sentem todos esses obstáculos todos os dias.  Infelizmente as dificuldades são ainda maiores quando os lugares públicos e privados não são adequados para recebê-las.

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